Solange Srour alerta para risco de recessão sem ajuste fiscal crível
Economista do UBS avalia que controle gradual das despesas pode aliviar juros e melhorar as perspectivas para 2027.
A ausência de medidas fiscais críveis no novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva pode levar a economia brasileira à recessão, avalia Solange Srour, chefe de macroeconomia para o Brasil do UBS Wealth Management. Segundo ela, manter o ritmo de expansão dos gastos públicos pode pressionar os juros e agravar a desaceleração econômica.
Srour estima que as despesas públicas crescem perto de 6% ao ano acima da inflação, com a dívida em torno de 85% do PIB. Nesse cenário, afirma, o Banco Central teria menos espaço para reduzir a Selic.
A economista defende um ajuste gradual, com revisão de despesas obrigatórias e renúncias fiscais, sem necessidade de concentrar todas as medidas em 2027. Em sua avaliação, um programa confiável poderia reduzir os juros de médio e longo prazos.
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Jefferson Bittencourt, chefe de macroeconomia do ASA, também defende antecipar reformas para evitar ajustes sob pressão de inflação, desemprego e queda da atividade.
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