Projeto na Câmara propõe vetar compra pública de papel com celulose branqueada
Segundo a Câmara dos Deputados, o PL 3235/26 quer impedir que órgãos federais adquiram produtos feitos com celulose submetida a branqueamento químico, por causa do impacto ambiental desse processo.

Origem da foto — Cayambe · Licença — Cayambe
Um projeto em análise na Câmara dos Deputados propõe proibir órgãos públicos federais de comprar produtos que contenham celulose submetida a processos químicos de branqueamento. De acordo com a instituição, a medida está prevista no Projeto de Lei 3235/26 e busca reduzir danos ambientais associados à liberação de poluentes na água.
Conforme a Câmara, a autora da proposta, deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), sustenta que o branqueamento tem finalidade estética e não aumenta a resistência do papel. Na justificativa apresentada, a parlamentar afirma que a intenção é usar o poder de compra do Estado para estimular práticas produtivas mais sustentáveis.
A regra prevista no texto alcança a aquisição de papéis para impressão, materiais gráficos, embalagens como caixas, sacolas e papelão, além de itens de higiene e limpeza, entre eles papel higiênico, guardanapos e toalhas de papel. Segundo a Câmara dos Deputados, a restrição também valeria para materiais utilizados por empresas terceirizadas que prestem serviços ao governo.
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Pela proposta, ficariam vedados produtos fabricados com uso de cloro elementar, compostos clorados, como dióxido de cloro e hipocloritos, ou ainda agentes químicos específicos para remoção de metais, a exemplo dos ácidos EDTA e DTPA, em qualquer etapa do branqueamento.
O projeto também estabelece, conforme a Câmara, que o fabricante apresente uma declaração técnica informando a proporção de fibra virgem e reciclada presente no material.
A proibição, porém, não alcançaria produtos reciclados, desde que a fibra não passe por novo clareamento durante o reprocessamento. O texto também prevê exceção para situações de emergência ou calamidade pública, quando não houver alternativa disponível no mercado.
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Ainda segundo a Câmara dos Deputados, o PL 3235/26 tramita em caráter conclusivo e deverá passar pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
A informação foi divulgada pela Agência Câmara em 20/10/2026, às 18h51.
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