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Política

Campanhas de Lula e Flávio apresentam ao TSE acordo para abertura de sigilos

Termo assinado pelos candidatos inclui familiares e empresas ligadas a eles; documento ainda dependia de análise do ministro André Mendonça.

Campanhas de Lula e Flávio apresentam ao TSE acordo para abertura de sigilos
Foto de arquivo: Lula Oficial / Wikimedia Commons. CC BY-SA 2.0
Origem da foto — Lula Oficial · Licença — Lula Oficial

As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 22 de outubro de 2026, um acordo que autoriza a abertura simultânea dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos à Presidência. Segundo a Agência Brasil, o documento foi protocolado na Corte e ainda seria analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso. A assinatura do termo, portanto, não representava uma decisão judicial de quebra dos sigilos.

O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, apresentou o acordo à imprensa após a ida de representantes das duas candidaturas ao TSE. O texto previa a abertura total e simultânea das informações até as 23h59 daquele mesmo dia e abrangia também familiares dos candidatos e pessoas jurídicas ligadas a eles. A reportagem fornecida não informa o resultado da análise do relator.

De acordo com a Agência Brasil, a assinatura ocorreu depois de a campanha de Flávio aceitar a inclusão da empresa Alcazar Holdings, de propriedade do advogado Willer Tomaz, conforme defendia a campanha de Lula. A agência informa que Flávio reconhece o advogado como amigo e que ambos são alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de lavagem de dinheiro. Trata-se de investigação, não de condenação.

Lula, por sua vez, concordou com condições apresentadas por Flávio. Entre elas estavam a quebra dos sigilos de seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência e da agenda da primeira-dama, Janja Lula da Silva.

O acordo foi precedido por um desafio feito por Lula durante debate na Band, em 18 de outubro, para que os candidatos divulgassem simultaneamente informações telefônicas e bancárias. Em 20 de outubro, Lula havia protocolado no TSE uma autorização para a abertura de seus sigilos e dos de suas pessoas jurídicas, condicionada à mesma iniciativa de Flávio, segundo a Agência Brasil.

Fontes e transparência

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