Alcolumbre fica sem apoio de PP e União Brasil para disputar comando do Senado em 2027
**Federação União Progressista se distancia do presidente do Congresso em meio a divergências políticas envolvendo o governo Lula e a oposição.**

Origem da foto — Eurico Zimbres · Licença — Eurico Zimbres
**Brasília, 20 de outubro de 2026 | Política**
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), poderá disputar a continuidade no comando da Casa sem o apoio da federação partidária à qual pertence. Segundo informações publicadas nesta segunda-feira (19) pela jornalista Andreza Matais, do Metrópoles, PP e União Brasil decidiram não sustentar politicamente sua candidatura para 2027.
A movimentação está relacionada ao cenário de reorganização das alianças políticas. Enquanto Alcolumbre mantém interlocução próxima com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dirigentes da federação União Progressista se alinham à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), conforme a reportagem.
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A perda de respaldo partidário, caso confirmada pelas lideranças da federação, cria uma dificuldade adicional para as negociações envolvendo a próxima presidência do Senado.
## Articulações entre senadores
A reportagem do Metrópoles também aponta que Alcolumbre busca apoio entre parlamentares que integrarão a próxima legislatura.
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Segundo a apuração, as conversas incluem possíveis acordos relacionados à ocupação de gabinetes e à distribuição de posições de comando em comissões parlamentares.
Essas informações correspondem a relatos de bastidores publicados pelo veículo e não foram confirmadas de maneira independente pelo Xavier News.
A escolha da presidência do Senado depende dos votos dos integrantes da Casa, o que permite a apresentação de candidaturas mesmo quando não há respaldo da direção partidária.
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## Aproximação com Lula entra no debate
Decisões recentes de Alcolumbre também passaram a integrar as discussões entre governo e oposição.
No dia 16 de outubro, o presidente do Senado conduziu a sessão do Congresso Nacional que promulgou a Emenda Constitucional 141/2026, responsável por estabelecer a transição para o fim da escala de trabalho 6x1.
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O presidente Lula participou da solenidade, juntamente com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Outro episódio de destaque foi a retirada de pauta da PEC da Segurança Pública, diante de divergências sobre propostas relacionadas à maioridade penal.
Essas decisões integram o contexto político descrito na reportagem sobre o afastamento entre Alcolumbre e dirigentes da União Progressista. Não constituem, isoladamente, comprovação dos motivos de eventual rompimento partidário.
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## Federação reúne União Brasil e Progressistas
A União Progressista foi registrada oficialmente pelo Tribunal Superior Eleitoral em 26 de março de 2026.
A federação reúne União Brasil e PP sob uma estrutura partidária conjunta, com funcionamento nacional e representação no Congresso.
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A eventual decisão de não apoiar Alcolumbre representa um elemento importante nas negociações políticas, mas ainda depende de manifestações oficiais para que seja tratada como uma posição formalizada pelas duas legendas.
## Negociações seguem abertas
A presidência do Senado ocupa uma função estratégica na organização da atividade legislativa e na relação institucional com o Poder Executivo.
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O parlamentar eleito para o cargo também assume a presidência do Congresso Nacional, participando das decisões que afetam a tramitação de propostas e o funcionamento das comissões.
Com a reorganização das bancadas para 2027, Alcolumbre terá de avaliar os apoios disponíveis e as condições para eventual candidatura.
A informação sobre a retirada do apoio de PP e União Brasil acrescenta um novo elemento à disputa, cuja definição dependerá das negociações entre os senadores.
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**Fontes institucionais complementares:** Agência Senado e Tribunal Superior Eleitoral.
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